Monday, July 4, 2011

REVISTA HÉLICE Nº6

No passado mês de Maio foi editado o nº6 da Revista Hélice, que aqui divulgamos na íntegra. A actual Direcção pretende continuar o excelente trabalho feito até aqui pelas anteriores Direcções na divulgação quer das actividades, quer do contributo para manter viva a chama "Arsenalista" e a sua opinião transcritas nas anteriores edições.






Já estamos a trabalhar para a publicação do próximo número. Até Lá.
Saudações Arsenalistas.



Sunday, July 3, 2011

1ª EXPOSIÇÃO DE ARTES E OFÍCIOS

Integrada na comemoração do aniversário do Arsenal do Alfeite, esteve patente ao público na Casa do Poder Local da Junta de Freguesia do Feijó entre os dias 30 de Abril e 7 de Maio, uma exposição de artes e ofícios com peças feitas por aprendizes da escola de formação, e por operários da oficina de moldes do Arsenal do Alfeite. A Direcção da Casa do Pessoal do AA, tem como objectivo no futuro levar a efeito mais iniciativas deste âmbito.

Algumas fotos da exposição








Saturday, July 2, 2011

72º ANIVERSÁRIO DO ARSENAL DO ALFEITE



A actual Direcção da CPAA decidiu comemorar este ano, e no futuro, o Aniversário do Arsenal do Alfeite.As comemorações este ano constaram de uma Sessão Solene que se realizou no passado dia 30 de Abril na Casa do Poder Local da Junta de Freguesia do Feijó que contou com a presença de dezenas de participantes, Arsenalistas aposentados, Arsenalistas no activo e convidados. Salientamos as presenças das Juntas de Freguesia do Feijó, Laranjeiro e Cova da Piedade, Câmara Municipal de Almada, Assembleia Municipal de Almada, Grupo Parlamentar do PCP, Associação de Praças da Armada, Associação Nacional de Sargentos das Forças Armadas, Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos Fabris das Forças Armadas e ex-Comissão de Trabalhadores do Arsenal do Alfeite, que muito honraram esta iniciativa.
Foto da Sessão SoleneNo passado dia 7 de Maio no seguimento da comemoração do Aniversário a CPAA com o apoio da Junta de Freguesia do Laranjeiro levou a efeito um espectáculo cultural na Praça da Portela no Laranjeiro que contou com a participação dos Grupo Etnográfico da Cova da Piedade, Associação Cultural do Rancho Folclórico de Vale Flores e o Grupo Etnográfico da ARPILF, que durante cerca de duas horas brindaram as dezenas de assistentes com as suas actuações.


Foto da actuação Grupo Etnográfico da Cova da Piedade

Foto da actuação do Grupo Etnográfico da ARPILF

Foto da actuação da Asso. Cultural do Rancho Folclórico da Vale Flores

Para terminar a comemoração do Aniversário a CPAA com o apoio da Junta de Freguesia da Cova da Piedade realizou uma caminhada entre o Largo 5 de Outubro na Piedade, Cacilhas, Ginjal, Almada Velha terminando no mesmo largo, esta iniciativa teve a participação de vários Arsenalistas e os Clubes Barroquense e de Santa Marta do Pinhal.

Foto do Grupo que levou a cabo a 1ª Caminhada da CPAA

Fica pois a promessa de continuarmos para o ano a comemoração do Aniversário do nosso Arsenal do Alfeite, com mais iniciativas.

Monday, April 4, 2011

25º ALMOÇO DOS TRABALHADORES DO ARSENAL DO ALFEITE


‎25º ALMOÇO DOS TRABALHADORES DO ARSENAL DO ALFEITE...


A Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite, convida todos os Arsenalistas para mais um grande dia de festa e convivio, no seu já tradicional almoço anual.Este convivio vai-se realizar no próximo dia 20 de Maio na Quinta do Pavão, na Charneca de Caparica.


Ementa:

- Coktail e aperitivos de entrada

- Sopa de Legumes

- Prato de Peixe: Arroz de Tamboril com gambas

- Prato de Carne: Lombinhos de Porco recheado c/farinheira ananaz batata frita e legumes

- Sobremesa: Gelado quente e frio

- Café e digestivos

- Bolo de Aniversário com Champagne no corte do bolo

- Bar Aberto até as 17 Horas


PREÇO POR PESSOA: 23 OU 24 €


Este convivio de todos os Arsenalistas, vai ter ainda um espectaculo de musica popular Portuguesa, com a participação do Grupo de Cavaquinhos da ARPILF.


Contactos pª inscrição:

CASA DO PESSOAL DO ARSENAL DO ALFEITE

Rua Cooperativa Piedense, 94Cov da Piedade - Almada

Telefone: 21 245 90 53

Saturday, February 12, 2011

M E M Ó R I A S

EXPOSIÇÃO NA ESTEIRA DO ARSENAL

MUSEU DA CIDADE / JAN. 2009

A L M A D A

MEMÓRIAS...

No filme algumas imagens das comemorações do 50º Aniversário do Arsenal, no Alfeite.



Saturday, January 29, 2011




SESSÃO SOLENE, COMEMORATIVA DO 5º ANIVERSÁRIO DA CASA DO PESSOAL DO ARSENAL DO ALFEITE

Decorreu no Salão de Festas da Cooperativa Piedense, no dia 22 Janeiro, a Sessão Solene Comemorativa do 5º Aniversário da CPAA.
Presentes muitos Sócios e convidados em representação das Câmaras de Almada e Seixal, Juntas de Freguesia, Colectividades e Associações dos 2 Concelhos, que nas suas intervenções, manifestado o excelente trabalho da Direcção, assim como o incentivo na continuação da obra.
Seguiu-se a actuação do Grupo da ARPILF, e depois um pequeno lanche de confraternização recordaram a vivência Arsenalista.

Ficam algumas imagens....



Sunday, January 23, 2011



DISCURSO DA PRESIDENTE DA CASA DO PESSOAL DO ARSENAL DO ALFEITE

NA SESSÃO SOLENE DO 5º ANIVERSÁRIO.


22 JANEIRO 2011





Ilustres convidados.
Camaradas.



Comemoramos hoje o quinto aniversário da Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite.


Associação nascida do sonho de criar o espaço e o meio, onde seja possível recolher e divulgar a memória histórica representada pela instituição Arsenal do Alfeite e seu pessoal.


Permitam-me que, neste particular, saliente o empenho da CPAA e dos associados que representa, no sucesso desta casa. É justo que se reconheça que foi assim no passado.


É um compromisso desta Direcção para que assim continue no futuro.


Continuaremos empenhados para, em conjunto, construirmos uma envolvente que facilite a mudança e que promova iniciativas que aumentem a interacção dos associados com os diferentes grupos culturais e associações das nossas cidades.


Já todos também interiorizamos, de alguma maneira, que existem dificuldades.


Contudo tenho para mim que as dificuldades trazem também oportunidades.


Oportunidades para criar novas alianças.


Oportunidades para criar sentimentos de pertença mais fortes.


A conjuntura actual afecta todas as Instituições, e a CPAA não é excepção.No entanto não gostamos apenas de pensar em dificuldades. Preferimos pensar nas formas de as ultrapassar. Esta Direcção já definiu a sua estratégica de uma forma clara.É imperativo atrair o maior número de Arsenalistas para a sua Associação.E isto só irá acontecer se os Arsenalistas se revirem naquilo que lhes oferecemos, tanto na defesa dos seus interesses, como na qualidade dos serviços que lhes podermos prestar.


Acreditamos que a CPAA tem a confiança dos Arsenalistas e que a sua credibilidade está consolidada.


Urge então melhorar os serviços que actualmente oferecemos.


Urge ser inovador e criativo na procura de outras oportunidades.Mas é também premente que se concretize a nova sede da CPAA.Para que os Arsenalistas se sintam mais próximos e mais apoiados.Para que as suas expectativas sejam satisfeitas, e os compromissos sejam assumidos por todos.


Querer, nem sempre é poder.


Quando não há uma estratégia para se atingir a meta, dificilmente se consegue, ou quando não há disposição para se pagar o preço que a estratégia exige.


Os associados da CPAA estão habituados a ver nas suas Direcções, dirigentes que lutam pelos seus interesses e que valorizam o colectivo. Neste contexto, permitam-me que reafirme aqui, e de novo, as posições desta Direcção.


Assim, esta Direcção defende:



  • Dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelas anteriores Direcções da Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite.

  • Promover e participar em todas as acções que contribuam para o fortalecimento dos laços de amizade, solidariedade e cooperação entre todos os Arsenalistas e seus familiares.

  • Promover com todos os meios disponíveis e em colaboração com as instituições, a assistência na doença, o apoio nas situações de carência e a ocupação dos tempos livres de todos os Arsenalistas.
  • Promover e participar em acções de carácter social, cultural, recreativo e desportivo que envolvam os trabalhadores, ex-trabalhadores e seus familiares.

  • Promover contactos e estabelecer parcerias com as instituições de solidariedade social.
  • Promover parcerias de âmbito social com as autarquias locais de Almada e Seixal que envolvam todos os Arsenalistas e seus familiares.

  • Continuar a desenvolver contactos com a Câmara Municipal de Almada e com a Câmara Municipal do Seixal tendentes a obter apoios para a instalação da Sede da Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite.

  • Continuar o processo de angariação de sócios para que o projecto da Casa do Pessoal envolva o maior número de Arsenalistas.
Permitam-me, também, que preste, aqui, uma merecida homenagem à memória de todos os trabalhadores que ao longo de 70 anos deram o seu melhor para tornar o Arsenal do Alfeite numa empresa de prestígio e referência para a Indústria Naval Portuguesa e homenagear também todos os Arsenalistas do tempo presente, que vivem momentos de angústia e incerteza quanto ao seu futuro e ao futuro da empresa.



Independentemente do poder político ter decidido pela passagem do Arsenal do Alfeite a Sociedade Anónima, não fiquem dúvidas para ninguém que os Arsenalistas continuarão a lutar para que o futuro do Arsenal do Alfeite continue público, ao serviço do Pais, da Marinha e dos Trabalhadores.

Setenta anos de História não se apagam com um decreto!

Por um lado os trabalhadores insistem em perpetuar esta empresa e o que de melhor ela tem: que são os seus funcionários, com os seus saberes, a sua experiência e o seu orgulho Arsenalista, por outro lado, o beneficiário da criatividade e da produção do estaleiro, o Estado, quer suspender esta empresa e dar-lhe um fim definitivo na sua função completa de Arsenal.



Setenta anos é muito tempo, foi muita vida vivida e partilhada e é muito caminho percorrido com e pelos Arsenalistas. É extraordinária a maneira como a vida se tece e os caminhos que vai desenhando. Quando entrámos para o Arsenal, o início foi incerto, confuso e incomum, onde todos os estranhos fariam parte da nossa vida, onde todos os cantos teriam histórias escondidas. Ali passámos dos melhores anos da nossa vida. Fizemos amigos, muitos dos quais nos acompanharão para sempre.É hora de olhar para trás e ver por tudo o que já passamos. Ninguém podia imaginar as coisas que iam acontecer. É hora, mais do que nunca, de valorizar as amizades e a franca camaradagem.

Este é um momento especial!



Por isso temos que comemorar!

  • Comemoramos hoje o espírito e a força de todos aqueles que tornaram possível o sonho de criar esta Associação.


  • Comemoramos também o voluntarismo dos que continuaram o trabalho de erguer uma instituição que representa um colectivo que é uma força viva nesta região.
Agradeço reconhecidamente às autoridades aqui presentes e a todos que aqui vieram para prestigiar uma instituição ainda jovem no dia do seu quinto aniversário. Para se atingir uma Instituição renovada e inovativa é preciso somar generosidade e boa vontade.



É por isso, que eu os convido sempre a dizer:

  • Em frente CPAA, em frente!


  • Viva o Arsenal do Alfeite.


  • Viva os Trabalhadores do Arsenal do AlfeiteViva a Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite.


  • Vivam os Arsenalistas.
Muito obrigada.

Thursday, August 13, 2009

ARSENAL DO ALFEITE - 14 de Julho de 2009

O objectivo deste texto é perpetuar, da forma escrita, a luta dos Arsenalistas iniciada no dia 14 de Julho de 2009, porque é digna de ser contada e recontada a todas as gerações, actuais e vindouras.

OUVEM-SE AS BOTAS, OUVEM-SE AS VOZES...

A última grande luta do Arsenal do Alfeite
- Anda daí, o pessoal está a manifestar-se em frente à administração!
Uma força enorme fez-me obedecer sem hesitar, nunca a vontade esteve tão unida com a razão.
Havia que dizer NÃO! àquilo que nos queriam fazer.
O que vinha aí era mau de mais, anunciava-se o fim de um amor que parecia eterno, separação imposta pela força do poder podre que há já muito tempo se separou do superior interesse do país e se aliou aos interesses dos senhores do dinheiro.
Era um facto: o Arsenal do Alfeite, ancestral estaleiro de construção, reparação e manutenção dos navios da Armada, garante da sua operacionalidade, iria ser extinto como organismo público e entregue ao domínio privado, cedendo-lhe o seu saber único e totalmente com dinheiro dos contribuintes.
A data de execução tinha sido fixada em Decreto-Lei para trinta e um de Agosto de dois mil e nove.
Uma das coisas que mais nos inquietava era terem dito a muitos colegas nossos que não contavam com eles na nova empresa, sem qualquer critério de escolha, sem qualquer fundamento, sem qualquer documento escrito.

Apenas diziam:
Não conto consigo... que desumanidade, ao que isto chegou, dizia-se dentro e fora do estaleiro.

Aos que disseram que contavam com eles, propuseram um acordo com cláusulas incríveis, em que se assinasse o trabalhador não estaria a vender a sua força de trabalho, mas sim todo o seu tempo, o seu espaço, a sua vontade, toda a sua vida. Para a larga maioria, foi preciso terem sido confrontados em responder de vez a esse acordo para descerem à terra. Foi como um interruptor que lhes acendeu a realidade e que despertou um vulcão que muitos pensavam para sempre estar adormecido...

Deixei o edifício da minha divisão, já meio deserto, e sob o tórrido calor de um princípio de tarde de verão, pus-me a caminho da administração.
Ao meu lado esquerdo, paralela ao edifício onde eu trabalhava, alongava-se a doca seca do estaleiro, preenchida pela Vasto da Gama, seminua, abandonada, envolta apenas num silêncio enorme que me sussurrava baixinho: - vai, já estás atrasado...
Dobrei a oficina de pintura e tomei a longa recta que terminava nos portões do estaleiro.
A meio da rua, caminhando na minha direcção, via-se uma multidão que se agitava em tons de azul, soltando bramidos imperceptíveis ao longe, com certeza eram palavras de ordem pela defesa dos nossos postos de trabalho.
Juntei-me a eles entre a antiga oficina de serralharia e montagem, ou simplesmente máquinas, e os serralheiros civis.
Se antes eu já era um deles em alma e pensamento, tornara-me um deles em corpo também.
Entrámos na serralharia determinados, unidos, emocionados, revoltados, convictos do que queríamos, invadidos por um sentimento de união e de força colectiva capaz de mover montanhas, de atravessar rios e oceanos, nada nos faria parar!
- Andem daí! Vamos embora! – gritámos para os nossos camaradas da serralharia civil.
Vieram de imediato.
O mesmo aconteceu na ferraria, carpintaria, pintura, manutenção, construção naval.
A adesão parecia total.
A coluna agigantava-se em comprimento e em voz, serpenteando pelas ruas do Estaleiro.
Seguiu-se a escola de formação, a divisão de armamento, depois o refeitório, a electricidade, a galvanoplastia.
Virámos para as traseiras da divisão de mecânica, onde sobressaiam as grandes oficinas das máquinas e da caldeiraria de tubos. Depois virámos para o lado direito, passando pela contabilidade, sala de desenho, informática, aproximávamo-nos do edifício da administração.
Por onde passámos, chamámos os nossos camaradas para a luta.
Tratava-se da luta das nossas vidas, pela vida do nosso Arsenal. Todos perceberam isso e se envolveram num dos mais belos movimentos da história da luta da classe trabalhadora.
Eramos cerca de um milhar de trabalhadores em fúria, por nos ter sido dito “não contamos consigo”, por nos ter sido imposto um acordo cessável a trinta dias sem justa causa, tendo como alternativa a precariedade da mobilidade especial. A certeza de um futuro incerto.
Mas que forma de reconhecer e premiar aqueles que desde sempre souberam garantir a operacionalidade dos navios da Marinha de Guerra Portuguesa!
Ocorria-nos um sentimento de perda irreparável, por isso nada mais tinhamos a perder. E o movimento crescia, crescia!...
A exaltação também.
A nossa absoluta convicção na justeza do protesto aliou-se ao desespero e à raiva há muito tempo contida, gerando um fenómeno imparável, imprevisível, incontrolável.
Em plena base militar, o poder estava nas ruas, na luta dos trabalhadores civis do Arsenal do Alfeite!
Chegámos ao edifício da administração e deu-se o inesperado. Muitas dezenas de
trabalhadores em fúria irromperam ruidosamente pela porta lateral do edifício, invadindo o seu interior.
Da rua conseguia-se ouvir a correria nos corredores, o gritar de palavras de ordem, o
estilhaçar de vidros pela trepidação à passagem agitada dos invasores.
O ambiente era surreal, assustador, mas ao mesmo tempo belo e pleno de simbolismo.
Concentrámo-nos diante da entrada principal da administração, por onde saíram os que tinham invadido o edifício, já acompanhados pelo pessoal que ali trabalhava. O nosso objectivo era
manifestar de forma bem vincada o repúdio pela situação e rejeitar o assinar de qualquer novo acordo ou contrato, uma vez que já tínhamos assinado um quando fomos admitidos no Arsenal do Alfeite.
Acima de tudo, que suspendessem o processo de extinção do Arsenal e garantissem o posto de trabalho a todos os arsenalistas. Cerca de um milhar de trabalhadores gritava em uníssono
“não assinamos”, “trabalho com direitos sim, desemprego não” ou “a luta continua”.
Não sairíamos dali enquanto a situação não fosse resolvida!
Reparei na chegada do Administrador do Arsenal do Alfeite, vindo do almoço, entrando em passo apressado pela porta lateral do edifício.
Alguns minutos depois enfrentou a multidão, deu a cara, como bom exemplo da velha guarda, embora tenha sido vaiado pela grande maioria dos que ali estavam.
Os membros da comissão de trabalhadores e da comissão sindical, que entretanto
tentavam refrear um pouco os ânimos sem grande sucesso, facultaram-lhe um megafone para que mais facilmente pudesse ser ouvido por todos.
Demasiado acalorado, tirou a gravata e procurou fazer-se ouvir perante o burburinho que ali estava instalado :
- Um momento, um momento.
O pessoal acalmou-se um bocado. O Administrador prosseguiu:
- Eu não vim para o Arsenal do Alfeite há dois dias! Nem há dois meses! Nem há dois anos!
Eu conheço o Arsenal do Alfeite desde mil novecentos e setenta e nove! Portanto, eu sei muito bem o que é o Arsenal do Alfeite – fez uma breve pausa, depois prosseguiu:
- Neste momento, quem é o Administrador do Arsenal do Alfeite sou eu.
- Eu tenho acesso ao Secretário de Estado.
- Eu tenho acesso ao chefe da Marinha.
- Relativamente a esta questão que vocês estão a pôr... eu comprometo-me a ir tratar do assunto, em ir falar com a administração da nova empresa, em ir falar com o Secretário de Estado, no sentido de ver se as coisas podem ser tratadas
de outra maneira – concluiu.
Ouviram-se mais aplausos do que vaias, as suas palavras caíram bem entre grande parte dos trabalhadores.
Porém, apesar de conhecer o Arsenal do Alfeite há trinta anos, a sua visão do
estaleiro chocou várias vezes com aspectos da cultura e da identidade arsenalista, e nem todos se tinham esquecido de que ele sempre se manifestou a favor da passagem do Arsenal do Alfeite a sociedade anónima, admitindo a possibilidade de se reduzir pessoal.
Outro episódio houve em que, num plenário convocado por si, a maioria dos presentes riu à gargalhada quando afirmou que uma das coisas que o Arsenal do Alfeite mais necessitava era de aumentar o número de engenheiros.
Sentindo a sua classe ofendida, mal terminou o plenário enviou uma mensagem de solidariedade a todos os licenciados, expressando-lhes o seu apoio contra o que apelidou de "basismo empedernido”, referindo-se claramente a quem se riu da sua afirmação.
Muito boa gente com responsabilidades nunca deu ou nunca quis dar real importância aos executantes, aos seus saberes e conhecimentos adquiridos, à sua invulgar capacidade de resolução de problemas em oficina e a bordo.
Ao longo dos setenta anos de história do Arsenal do Alfeite, foi esse o segredo e a chave para o bem sucedido cumprimento da missão que foi confiada ao Arsenal. Porque é nas oficinas e a bordo que se fazem as coisas.
Foi nos seus anos como Administrador do Arsenal do Alfeite que se iniciou, operou e
concluiu o processo de transformação do organismo público Arsenal do Alfeite em sociedade anónima, mas talvez o processo não tenha decorrido conforme tinha idealizado, talvez tivesse sido até enganado, só ele sabe.
Certo é que, naquela tarde bem quente de Julho, ele parecia não estar contra nós. Porém, a sua intervenção nem sequer beliscou o fervor descontente da multidão.
Ninguém arredou pé. Estávamos todos juntos e determinados como nunca se tinha visto, volta e meia gritando bem alto:
- Não assinamos!... Não assinamos!...

Numa posição privilegiada no andar superior do edifício da direcção técnica, paralelo ao da administração, alguns chefes de divisão assistiam divertidos ao protesto e, segundo alguns testemunhos, tiravam fotografias e filmavam.
Corria pelo Arsenal que lhes haviam prometido carros de empresa, cartões de abastecimento gratuito de combustível e outros incentivos, para que a futura
administração já os tivesse na mão.
Apesar dos boatos serem uma característica arsenalista, na verdade eles falavam e agiam como se já estivessem a trabalhar para a nova empresa, pressionando incrivelmente as pessoas no sentido de estas assinarem pela futura Arsenal SA.
Outros sentiram-se com um poder aparentemente ilimitado e demonstraram o pior que há nos seres humanos quando acontecem situações semelhantes. Eram também estas razões que alimentavam o sentimento de revolta de todos nós, e naquela tarde esse sentimento atingiu uma magnitude tremenda, como tremendo era o asco perante aqueles que nos estavam a fazer mal ou a gozar com a nossa dignidade.
Percebendo isso, e perante o olhar ferido de raiva e a atenção de cada vez mais pessoal apontando-lhes o indicador, eles apressaram-se em cerrar as cortinas, apagar as luzes e zarpar dali para fora.
Foi melhor assim, para eles e para nós.

Subitamente, vindo do refeitório em direcção aos portões do estaleiro, um carro escuro de gama alta foi travado pela barreira humana que ocupava totalmente a rua.
A maioria reconheceu o condutor como sendo um antigo administrador do Arsenal do Alfeite... a reacção foi colectiva e automática:
- Não passa!
E não passou. Mais tarde surgiram outros carros parecidos, sempre transportando velhas figuras conhecidas dos arsenalistas, todas elas do topo da hierarquia do estaleiro.
Coincidência das coincidências, nesse dia tinha havido um almoço especial, muito pouco divulgado, um banquete em que terão participado alguns antigos, actuais e futuros directores e administradores do Arsenal.
Algumas viaturas ficaram cerca de duas horas bloqueadas pelo protesto, outras apenas alguns minutos, mas não passaram! Não entravam nem saíam carros! Quem quisesse, era livre de sair ou entrar, mas pelo seu próprio pé.
A nossa posição estava bem vincada e era unânime. Não sairíamos dali enquanto não
tivéssemos garantias de que a situação iria mudar.
O ambiente nunca deixou de ser tenso, mas tornou-se estável. Uns procuraram uma sombra para se abrigarem do Sol, outros sentaram-se nos vários espaços relvados diante do edifício da administração, mas a maioria estava de pé, bloqueando
a passagem dos carros, manifestando o seu desagrado, conversando uns com os outros, trocando ideias, formando correntes de opinião.
O Administrador andava de um lado para o outro, desdobrando-se em esforços para deixarmos sair os carros, dizia que aquelas pessoas nada tinham a ver com a situação. Bem, se virmos bem, muitos dos que tiveram grandes responsabilidades no Arsenal do Alfeite acabaram por ter a sua quota parte de culpa pela situação a que o estaleiro chegou...
Houve um carro que quase conseguiu sair, tendo sido travado mesmo junto aos portões por um grupo de pessoal que se apercebeu a tempo. Um colega soldador ainda levou um toque nos joelhos, quem viu garante que podia ter sido evitado, o ambiente aqueceu novamente...
O condutor manteve-se calmo, imperturbável, segundos depois pediu desculpa ao rapaz e o episódio acabou ali.
Quando as pessoas se esforçam para chegar a um entendimento digno, as coisas costumam correr bem.
Foi o que nunca aconteceu no processo de transformação do Arsenal do Alfeite, pois os órgãos representativos dos trabalhadores do Arsenal nunca foram ouvidos durante a fase de estudo e decisão do processo.
O Administrador bem tentava que desmobilizássemos, mas não tinha qualquer controlo sobre as pessoas.
Nem ele nem os nossos órgãos representativos, visivelmente preocupados com a
situação.
A hora de saída aproximava-se e tínhamos de tomar decisões.
Diante da entrada principal do edifício da administração, no meio do espaço relvado, há uma espécie de lago artificial, delimitado por um pequeno muro com cerca de meio metro de altura.
Esse muro serviu de palanque sempre que os órgãos representativos tinham algo para nos dizer, como era o caso.
Exceptuando o pessoal que barrava solidamente a passagem de viaturas nos portões do estaleiro, todos fomos ouvir as novidades, para que depois pudéssemos tomar decisões.
O que nunca tinha acontecido em meses fora conseguido numa tarde memorável.
A comunicação social já sabia e noticiava o sucedido, apesar de não estar autorizada a entrar na Base para cobrir este tipo de situações.
O Ministério da Defesa prontificou-se em receber os nossos representantes com urgência.
A administração da futura Arsenal SA. aceitou reunir-se na manhã seguinte com a comissão de trabalhadores.
A luta começara a surtir efeitos.
Sabendo das novidades, decidimos desmobilizar no estaleiro e concentrarmo-nos no exterior, junto aos portões do Laranjeiro, onde nos esperavam inúmeros órgãos de comunicação social. Os carros puderam finalmente sair do Arsenal com normalidade. Decidimos também esperar pela reunião da manhã seguinte e, mediante a nossa análise ao resultado dessa reunião, determinaríamos qual o seguimento a dar ao movimento imparável que tínhamos iniciado.
Nos dias que se seguiram, e perante a firmeza da nossa luta, apoiada e saudada vivamente pelas duas maiores forças políticas portuguesas de esquerda, sob a vigilância atenta de grande parte da comunicação social, multiplicaram-se as reuniões com o Ministério da Defesa e com a administração da futura SA, as cedências conteciam em todos os dias, surgiram várias versões da minuta do acordo, cada vez mais brandas e menos restritivas, com múltiplas supressões e alterações de cláusulas, apesar da continuidade daquela cláusula maldita que permitia que nos empurrassem para a mobilidade, agora a noventa dias.
Nada disto teria acontecido sem a grande jornada de luta iniciada de forma espontânea pelos trabalhadores do Arsenal do Alfeite naquela saudosa e escaldante terça-feira, que permitiu colocar os representantes dos trabalhadores a negociar, quer com o Ministério da Defesa, quer com a administração da futura Arsenal SA.

Em catorze de Julho de mil setecentos e oitenta e nove, em Paris, heróis revolucionários tomaram a Bastilha e escreveram uma das mais importantes páginas da história da Humanidade.
Exactamente duzentos e vinte anos depois, os trabalhadores do Arsenal do Alfeite, através da força e determinação da sua luta, provaram que, mesmo numa fase histórica de clara perda de direitos, é possível fazer ceder o monstro capitalista nas suas intenções desumanas de transformar o trabalhador cada vez mais num escravo remunerado.
Por isso, agora e sempre, e tal como deve acontecer na defesa da Liberdade e da Democracia, a luta dos trabalhadores continua, tem que continuar, todos os dias, todas as horas, em todos os momentos, em todos os lugares, na procura de um mundo socialmente mais justo e humanamente equilibrado.

José Soares, arsenalista, 7 de Agosto de 2009.

REVISTA HÉLICE - Nº 5



Já está disponivel o nº 5 da Revista Hélice


Esta Revista é editada pela Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite, e distribuída gratuitamente a todos os sócios.


Os sócios que a queiram adquirir, podem solicitá-la na sede da Casa do Pessoal, na Cooperativa Piedense, na Cova da Piedade.


Na capa desta Revista, uma fotografia, de autor desconhecido, julga-se dos anos 60, com a saída do pessoal após um dia de trabalho.

Thursday, January 22, 2009

REVISTA HÉLICE - Nº 4



Já está disponivel o nº 4 da Revista hélice

Esta Revista é editada pela Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite, e distribuída gratuitamente a todos os sócios.

Os sócios que a queiram adquirir, podem solicitá-la na sede da Casa do Pessoal, na Cooperativa Piedense, na Cova da Piedade.

Na capa desta Revista, pode ver uma Lancha Rápida, totalmente projectada e construída no Arsenal do Alfeite.

PRÉMIO ARSENAL DO ALFEITE - 70 ANOS - LETRAS E TECNOLOGIA

Prémio Arsenal do Alfeite

- 70 anos -

Letras e Tecnologia

No âmbito da comemoração dos 70 anos do Arsenal, está aberto um
concurso para textos de literatura, prosa ou poesia, e também a produção
de outras obras escritas no campo das ciências sociais (economia, direito,
sociologia, etc) ou da tecnologia.
O tema é livre, mas deve de algum modo estar relacionado com o Arsenal
e a sua actividade. Os textos escritos não podem exceder 60 000 caracteres
(cerca de 20 páginas A4 com tipo de letra Times New Roman, tamanho 12).
Podem concorrer os actuais trabalhadores, militares e civis, bem como o
elementos pertencentes ao seu agregado familiar e aposentados do Arsenal.
Os trabalhos serão apreciados por um júri constituído por um
representante da administração do Arsenal , que preside, outro da Casa do
Pessoal do Arsenal do Alfeite e pelo Comandante da Fragata D. Fernando II e
Glória, CMG Rocha e Abreu. Estes membros do júri podem, conjuntamente,
cooptar outros dois membros entre individualidades independentes.
Os prémios serão em número variável, sem ordenamento, a atribuir de
acordo com a decisão do júri. Os prémios designam-se por Prémio Arsenal do
Alfeite - 70 anos - Letras e Tecnologia e os respectivos trabalhos serão
publicados em conjunto, numa publicação comemorativa dos 70 anos do
Arsenal do Alfeite. A todos os concorrentes aceites será entregue um diploma e
aos premiados será entregue um diploma e um objecto simbólico.
Os concorrentes devem entregar os trabalhos a concurso em formato
digital, enviando para concursoletrasetecnologia@arsenal-alfeite.pt em ficheiro
"Word" ou "pdf", Os ficheiros não devem conter identificação, devendo a
mesma ser colocada na mensagem de e-mail. No acto da recepção será
confirmada pela mesma via a recepção da candidatura ao prémio.
Os familiares de trabalhadores devem indicar o parentesco no e-mail e os
aposentados devem indicar essa condição.





A data limite para concorrer é 3 de Abril de 2009 às 17h00.





Arsenal do Alfeite, 21 de Janeiro de 2009





O Administrador
Victor M. Gonçalves de Brito

EXPOSIÇÃO " NA ESTEIRA DO ARSENAL"

Exposição “Na Esteira do Arsenal: 70 anos de História no Alfeite”
Informa-se que a entrada na exposição “Na Esteira do Arsenal: 70 anos de
História no Alfeite”


É gratuita para todos os funcionários civis, militares e
reformados do Arsenal do Alfeite, mediante a exibição do respectivo cartão de
funcionário ou reformado.

A exposição está patente no Museu da Cidade de Almada, na Cova da
Piedade, até Agosto de 2009, de terça-feira a sábado entre as 10h00 e as
18h00.

Arsenal do Alfeite, 20 de Janeiro de 2009


O Administrador
Victor M. Gonçalves de Brito

NA ESTEIRA DO ARSENAL - 70 ANOS DE HISTÓRIA NO ALFEITE

Na Esteira do Arsenal: 70 anos de História do Alfeite
Data
Até ao mês de Agosto
Horário
Terça a sábado, das 10h às 18h
Local / Locais
Museu da Cidade, Cova da PiedadePraça João Raimundo, Cova da Piedade


Descrição
O Museu da Cidade na Cova da Piedade apresenta, a partir de 17 de Janeiro, a exposição Na Esteira do Arsenal: 70 Anos de História no Alfeite uma iniciativa da Câmara Municipal de Almada no âmbito das comemorações do 70º aniversário deste estaleiro, onde são apresentadas peças de arqueologia cedidas pelo Museu da Marinha e pelo próprio Arsenal, contando ainda com dezenas de fotografias e testemunhos de trabalhadores arsenalistas. A exposição é composta por três grandes núcleos (“Ferro, Fogo e Força”, “Ser Arsenalista” e “O Arsenal e a Cidade”), distribuidos nos dois pisos do Museu da Cidade.
Sobre os três núcleos da exposição

“Ferro, Fogo e Força”
No piso 2 e parte do piso 1 vai encontrar as oficinas mais emblemáticas: a sala do risco (onde se desenhava à escala real peças para a reparação e construção naval), a fundição, a caldeiraria, o controlo de qualidade e as áreas de mecânica, electricidade e electrónica. Podem também ser vistas várias réplicas à escala de embarcações construídas no estaleiro e a consola do “Barracuda”, o 1º submarino português ou assistir um filme com imagens antigas e actuais do Arsenal do Alfeite.

“Ser Arsenalista”
A cultura e a vivência no interior do Arsenal do Alfeite é o tema central deste segundo núcleo da exposição (piso 1). Entre várias peças, pode encontrar uma colecção do jornal “O Eco do Arsenal” e uma bicicleta (meio de circulação interno). Num pequeno auditório passa um filme com depoimentos de várias gerações de trabalhadores com as mais diversas funções.

“O Arsenal e a Cidade”
O terceiro e o último núcleo da exposição (piso 1) recorda o crescimento de Almada no século XX, a partir da transferência do estaleiro para o concelho. A exposição termina com a referência ao Arsenal do Alfeite como grande pólo de emprego, tecnologia e indústria.
Durante a visita à exposição “Na Esteira do Arsenal: 70 Anos de História no Alfeite” estará disponível um jornal (gratuito) e um catálogo (pago) sobre os 70 anos de actividade do Arsenal da Marinha no concelho de Almada.

Organização
Câmara Municipal de AlmadaMuseu da Cidade

Sunday, December 21, 2008

SESSÃO SOLENE - 3º ANIVERSÁRIO DA CPAA


No passado Sábado, dia 20 de Dezembro, foi celebrada a Sessão Solene, Comemorativa do 3ºAniversário da Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite.

Presentes nesta Sessão, um leque vasto de convidados, aos quais a Casa do Pessoal, agradece passando pela da Câmara Municipal de Almada, em representação o Vereador Rui Jorge, pela Câmara Municipal do Seixal, o Adjunto do Presidente Edgar Costa, o Presidente da Assembleia Municipal José Manuel Maia, O Administrador da Arsenal do Alfeite C/Alm Gonçalves de Brito, Comissão de Trabalhadores do Arsenal do Alfeite, assim como Representantes de Colectividades e Associações do Concelho.

Sessão Solene, marcada pela Animação, Reflexão e Convivio.

  • A Animação,... esteve a cargo do Grupo Etnográfico da Cova da Piedade, que interpretou algumas das canções populares do seu vasto repertório.

  • A reflexao,... pelos discursos dos intervenientes, todos eles direccionados à situação actual do Arsenal do Alfeite.

  • O Convivio,... pela sempre agradável disposição dos Arsenalistas.

Esta Sessão Solene, foi também marcada pela Exposição de pintura do Arsenalista Victor Ferreira.




SESSÃO SOLENE - 3º ANIVERSÁRIO DA CPAA

Friday, December 12, 2008

SESSÃO SOLENE - 3º ANIVERSÁRIO DA CPAA


C O N V I T E


No próximo dia 16 de Dezembro a Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite, comemora o 3º Aniversário.


A Direcção convida todos os sócios e Arsenalistas em geral, a estarem presentes na Sessão Solene, que se realiza dia 20 Dez. 2008, 15.00 H, na Cooperativa Piedense, na Cova da Piedade.
Também neste dia será inaugurada uma exposição de Pintura, do Arsenalista e nosso sócio Victor Ferreira, ex Mestre da OCT, já aposentado.
Esta exposição pode ser visitada até 31 DEZ. de 2ª a Sábado, entre as 15.00 e as 17.00 horas, na Sede da CPAA, Cooperativa Piedense, na Cova da Piedade


ALMOÇO DOS SÓCIOS FUNDADORES DA CASA DO PESSOAL DO ARSENAL DO ALFEITE











No passado dia 29 de Novembro, reuniram-se na Cooperativa Piedense, para um almoço de confraternização, os Sócios Fundadores da Casa do Pessoal.

Um dia de convivio e satisfação por verem a nossa casa crescer, lembrando todos os passos e ideias, encontrando o caminho para o futuro desta grande Instituição a CPAA.

Ficam algumas fotografias cedidas pela sócia Olinda, ainda no activo, cuidando dos mais pequenos, filhos de Arsenalistas, na creche do Arsenal.

Monday, December 1, 2008

EXPOSIÇÃO DE PINTURA - VICTOR FERREIRA

Victor Ferreira e Manuel Branquinho (Presidente do Clube Desportivo da Cova da Piedade)
Obra exposta

Amigos analtecendo a sua obra


Victor Ferreira com Manuel Caldeira, da Casa do pessoal do AA



Amigos de Victor Ferreira





Depois de em Março de 2007, ter lançado o livro " FELICIDADE", com 100 poemas escritos em 100 dias, Victor Ferreira, inaugurou hoje, 01 DEZ. 2008, a sua 1ª exposição de pintura.


Exposição acolhida pela Junta de Freguesia e pelo Clube Desportivo da Cova da Piedade, Victor Ferreira apresenta 27 obras, que estarão patentes até 15 de Dezembro no Salão Nobre do Complexo Desportivo José Martins Veira, na Cova da Piedade.

Estiveram presentes nesta inauguração, representantes da Junta de Freguesia, o Presidente do Clube Desportivo da Cova da Piedade, familiares e amigos do pintor.


Depois do dia 15 e até 31 Dezembro, este auto didacta Arsenalista, honra a Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite, cedendo as suas obras, podendo estas ser vistas na Sede da Casa do Pessoal na Cooperativa Piedense.